sábado, 21 de fevereiro de 2015

...E por falar em Redes Sociais: O Facebook da E.M. "Cel. José Soares Marcondes"




Nossa escola disponibiliza de uma Página na Rede Social “Facebook”. As famílias dos alunos recebem anualmente um Termo de Autorização do Uso da Imagem para que sejam realizadas as postagens. 





Acessem, curtam e confiram um pouco do nosso trabalho!





Redes Sociais: Possibilidades e desafios para o processo de ensino-aprendizagem




As redes sociais, surgidas a partir dos anos de 1990, são plataformas de relacionamentos entre usuários para trocas de informações variadas, geralmente relacionadas por temas de interesse, onde a conexão entre os diversos usuários geram redes de relacionamentos comuns. Recuero (2009 apud Boyd e Ellison 2007) definem redes sociais como aqueles sistemas que permitem: a) a construção de uma persona através de um perfil ou página pessoal; b) a interação através de comentários e c) a exposição pública da rede social de cada ator. Twitter, Facebook, YouTube e Instagram, são alguns exemplos de Redes Sociais.

O Twitter consiste um serviço chamado de “microblogging”, em que um usuário escreve mensagens de até 140 caracteres (contando letras, números e espaços) que são lidas pelos seus “seguidores”. O serviço é usado para publicar atividades do dia-a-dia, conversar sobre os mais variados temas, divulgar notícias, aproximar pessoas com interesses em comum e até mesmo para fazer campanhas.

O Facebook é um site e serviço de rede social. lançado em 4 de fevereiro de 2004, onde os usuários devem se registrar antes de utilizar o site, após isso, podem criar um perfil pessoal, adicionar outros usuários como amigos e trocar mensagens, incluindo notificações automáticas quando atualizarem o seu perfil. Além disso, os usuários podem participar de grupos de interesse comum de outros utilizadores, organizados por escola, trabalho ou faculdade, ou outras características, e categorizar seus amigos em listas como "as pessoas do trabalho" ou "amigos íntimos".

Já o YouTube é um site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. O termo vem do Inglês “you” que significa “você” e “tube” que significa “tubo” ou “canal”, mas é usado na gíria para designar “televisão”. Portanto, o significado do termo “youtube” poderia ser “você transmite” ou “canal feito por você. O YouTube hospeda uma imensa quantidade de filmes, documentários, videoclipes musicais e vídeos caseiros, além de transmissões ao vivo de eventos.

Instagram é uma rede social online de compartilhamento de foto e vídeos, para usuários de Iphone que permite aos seus usuários tirar fotos e vídeos, aplicar filtros digitais e compartilhá-los em uma variedade de serviços de redes sociais, como Facebook e Twitter.

Os recursos oferecidos pelas Redes Sociais, como as exemplificadas acima, podem auxiliar na educação através da transição de informações oferecidas. Essas tecnologias estão transformando as maneiras de ensinar e aprender, oferecendo maior versatilidade, interatividade e flexibilidade de tempo e de espaço no processo educacional.

Entre as possibilidades oferecidas pelas Redes Sociais esta a facilidade de interação. Com a evolução das tecnologias, dispositivos de bolsos (celulares, Iphones, Tablets, etc) aumentam a rapidez na transmissão de dados entre as pessoas e por consequência suas interações. Essa facilidade, pode então auxiliar nas relações entre gestores e comunidade escolar e professores e alunos. Caritá et. al (2011, p. 3) explica que “Os professores podem dirimir dúvidas de alunos a qualquer hora, de qualquer lugar, promover atividades em grupo para aumentar a interação entre os alunos e compartilhar conhecimentos e experiências”.

O Facebook, por exemplo, além da interação entre os mais diversos perfis e grupos, conta com uma infinidade de aplicativos:

Existem diversos aplicativos nesta área para uso de alunos, professores e de uso comum, dentre os quais podem se destacar alguns como o Notely e o Study Groups voltados para o uso dos alunos, o Mathematical Formulas para o uso docente e o WorldCat (COLLEGEDEGREE.COM, 2008). Estes aplicativos têm como função auxiliar os estudantes e professores para que exista uma maior interação aluno-aluno e aluno-professor, além de oferecer opções de busca, dicas de aprendizagem e organização (CARITÁ, 2011, p.4)


Com os mais diferentes recursos oferecidos, ainda torna-se essencial que as pessoas reflitam sobre seus esquemas mentais, de maneira que entendam a importância e os ganhos que terão ao participarem de processos interativos como os proporcionados pelas redes sociais (CARITÁ, 2011).

Para um bom funcionamento das redes sociais a serviço da aprendizagem devemos considerar que o estabelecimento de regras é fundamental para a gestão dos grupos. Claramente que estas regras podem ser alteradas, com a concordância dos envolvidos. Além disso, é essencial que aqueles que não tem acesso às redes sociais não se tornem excluídos das atividades promovidas pelas instituições e seus docentes.

Ressaltamos também os perigos envolvendo a questão da exposição da imagem pessoal de crianças e adultos nas redes sociais. O chamado sexting, termo vindo do inglês, baseado na junção das palavras “sex” (sexo) e o sufixo “ting” (da palavra “texting”, que significa troca de mensagens eletrônicas de texto), para designar o envio de conteúdo erótico por meio eletrônico (SMS, redes sociais , e-mail, etc) é um importante tema a ser refletido nas instituições de ensino.

Portanto, as redes sociais são ferramentas que, com o advento da revolução digital, não podem ser ignoradas pelas instituições de ensino. Devem ser objetos de reflexão, assim como as demais tecnologias, para se tornarem significativas no processo de ensino-aprendizagem.


Referências Bibliográficas

CARITÁ, E. C. PADOVAN, V. T. , L. M. P. Uso de Redes Sociais no Processo Ensino-Aprendizagem: Avaliação de suas Características. In: 17º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância, 2011, Manaus - AM. Anais do 17º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância. São Paulo - SP: Associação Brasileira de Educação a Distância, 2011.

RECUERO, Raquel. Diga-me com quem falas e dir-te-ei quem és: A Conversação Mediada pelo Computadores as Redes Sociais na Internet. Revista FAMECOS, v. 1, p. 1-15, 2009.









terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Papel do Gestor Escolar dentro do contexto de Revolução Digital



Os avanços ocorridos na tecnologia digital têm provocado grandes transformações no mundo contemporâneo. Essas transformações representam um verdadeiro desafio para a educação, para a formação e atuação e de seus diferentes profissionais, entre esses o gestor escolar.
Em suma, a popularização da utilização do computador modificou completamente, a sociedade. Hoje o número de pessoas que realizam as mais diversas atividades, utilizam sistemas, softwares e navegam na Internet cresce a cada dia que passa. Vantagens e facilidades são descobertas. Informações são divulgadas, interatividade, relações pessoais e profissionais são estabelecidas, negociações são discutidas, notícias divulgadas instantaneamente, compras e outras necessidades do dia-a-dia ganharam um grande espaço no que denominamos de web. Mas será que esse espaço é acessível a todos? Certamente responder esta questão é um dos desafios não apenas das políticas públicas, mas também das instituições educacionais e consequentemente da gestão escolar.
Assim, diante desse contexto termos tais como “Inclusão Digital”, “Infoinclusão”, “Exclusão Digital” e “Infoexclusão” começam serem utilizados em constância Vamos nos pautar na discussão do primeiro: O que é Inclusão Digital?
 Entre as diferentes definições desse termo, simplificamos cotidianamente, que ser e/ou estar incluído digitalmente é ter acesso a um computador, a internet ou a outras tecnologias. Dessa forma, muitas das políticas públicas que visam incluir digitalmente a população, equipam escolas, criam centros de informática, oferecem cursos de treinamentos e disponibilizam pontos de acesso nas mais diferentes localizações geográficas de muitos municípios.
Entretanto não é a mera disponibilidade destas tecnologias que torna um indivíduo incluído digitalmente. Frente à chamada revolução digital, fenômeno que não se dá por livre e espontânea vontade da população, mas expande-se por uma nova ordem social de um mundo globalizado, incluir digitalmente significa “[...] pensar em estratégias de como toda a comunidade, e não só um grupo de indivíduos privilegiados, pode dar um passo adiante no que tange o seu crescimento e seu bem-estar[1]
Dessa maneira podemos definir Inclusão Digital como o ato de dar acesso a tecnologias de informação e comunicação a toda população, oferecendo também todas as condições necessárias para que elas utilizem computadores e todo e qualquer dispositivo digital a fim de buscar melhorias em suas condições de vida e de toda a sua comunidade (Paulo Roberto Montanaro[2])
A busca de melhorias de condições pode ser facilitada, por conseguinte interatividade proporcionada pelas próprias características da Web. Por isso, defendemos que pensar sobre “Inclusão Digital” é também refletir a respeito da postura dos usuários diante das características e da evolução da própria Web.
Até o final dos anos de 1990 a internet basicamente surgiu para informar e trocar informações de maneira estática sem que os usuários tivessem algum tipo de interação/alteração com os elementos inseridos (imagens, fundo pagina etc.). Isto é, os usuários eram tidos como passivos de leitura, mesmo havendo uma gama de ferramentas de compartilhamento de informações como blogs, listas e fóruns de discussão, editores de páginas, etc. A essa denominamos de Web 1.0.
A partir da década de 2000, com o fenômeno da “Web 2.0” os usuários passaram a ter um papel ativo no processo de produção de informação e conhecimento na internet. Grosseck et. al (2009, p.113) explica que:

O “fenômeno” da Web 2.0 nos oferece escritórios virtuais, sites de compartilhamento de fotos, vídeos, áudio e slides, espaços para a escrita cooperativa ou colaborativa, uma profusão de comunidades virtuais e redes sociais e até uma Segunda Vida (Second Life) virtual. Suas interfaces incluem blogs, wikis, content sindication (RSS), tag-based folksonomies, social bookmarking, compartilhamento de mídias, redes sociais e outros recursos.

Podemos notar que a Web 2.0 permite a utilização de webwares, ou seja, aplicativos que utilizam a própria Internet como plataforma - o Moodle, por exemplo – em oposição a softwares, ou seja, aplicativos que utilizam o computador do usuário como plataforma – O Firefox por exemplo.
Compreendemos então, a Web 2.0 como uma mudança nos padrões de manuseio de aplicativos dinâmicos online e sua proliferação entre diversos usuários, não se limitando a programadores de informática, mas também incluindo aqueles “ditos” usuários leigos.
Frente a essas transformações começam emergir novas possibilidades de realizar-se o ato educacional bem como novos modelos de ensino e aprendizagem. Entre estas, há notadamente um impulso da modalidade da educação a distância.
 A educação a distância vem crescendo rapidamente incentivada pelas possibilidades decorrentes das novas Tecnologias da Informação e das Comunicações – TICs e por sua inserção em todos os processos produtivos, cada vez mais cidadãos e instituições veem nessa forma de educação um meio de democratizar o acesso ao conhecimento e de expandir oportunidades de trabalho e aprendizagem ao longo da vida.
Podemos definir educação a distância como uma educação independente de distâncias. Consideramos a diferença básica entre educação presencial e a distância está no fato de que, nesta, o aluno constrói conhecimento – ou seja, aprende e desenvolve competências, habilidades, atitudes e hábitos relativos ao estudo, à profissão e à sua própria vida, no tempo e local que lhe são adequados, não com a ajuda em tempo integral da aula de um professor, mas com a mediação de professores (orientadores ou tutores), atuando ora a distância, ora em presença física ou virtual, e com o apoio de sistemas de gestão e operacionalização específicos, bem como de materiais didáticos intencionalmente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados através dos diversos meios de comunicação.
O compromisso ético daquele que educa a distância é o de desenvolver um projeto humanizador, capaz de livrar o cidadão da massificação, mesmo quando dirigido a grandes contingentes. Para isso, é preciso ter como foco a aprendizagem do aluno e superar a racionalidade tecnológica que valoriza meios em detrimento dos fins.
Sobretudo, Santella (2013, p. 24) pontua uma reflexão indispensável, a respeito da educação à distância:

Quando passamos para a educação a distância, creio que uma reflexão é indispensável. Costuma-se chamar de educação à distância todas as formas de aprendizagem que vieram depois dos meios de comunicação em massa, quais sejam o e-learning e o m-learning. Embora o uso da expressão educação à distância seja convencionalmente aceito para caracterizar todas as formas de ensino-aprendizagem por meios digitais, discordo dessa generalização, pois ela, mais uma vez, deixa de lado distinções que precisam ser consideradas. Creio que é apenas ao modelo educacional próprio das mídias massivas que cabe com justeza o título de educação à distância, tal como esta é operada via rádio, telecursos, vídeo e outras via similares. Isto porque nesses casos, de fato, trata-se de uma educação que se processa a distância, o que não é o caso quando o computador entra em cena, uma vez que, cada vez mais a ubiquidade esta se tornando constante, afastando decididamente a ideia de distância.

É este, portanto, o cenário educacional que a gestão escolar é desafiada a lidar nos dias atuais. Ressaltamos que o gestor escolar desempenha um papel primordial na execução e implantação e implementação do Projeto Político Pedagógico da Escola onde atua.
Para tanto cabe ao gestor escolar a capacidade de planejamento, liderança e iniciativa na mobilização de estratégias a perseguir a inclusão digital, sempre desenvolvido com a participação e comprometimento da comunidade escolar (funcionários, professores, alunos, pais e comunidade).
Almeida (2004, p. 2) destaca que o envolvimento dos gestores escolares na articulação com os diferentes segmentos da comunidade escolar, na liderança do processo de inserção das TIC na escola em seus âmbitos administrativo e pedagógico e, ainda, na criação de condições para a formação continuada e em serviço dos seus profissionais, pode contribuir e significativamente para os processos de transformação da escola em um espaço articulador e produtor de conhecimentos compartilhados. Sendo assim necessário o comprometimento e envolvimento do gestor escolar no processo de formação continuada para o uso das novas tecnologias e mídias na educação (RIOS, 2011)
O processo de formação continuada dos professores não pode ser simplesmente visto como um treinamento para uso de tecnologias. Nesse sentido o desafio do gestor escolar pode se pautar na articulação da formação reflexiva das diferentes tecnologias com o desenvolvimento de diferentes projetos e ações. Entendemos como formação reflexiva aquela que o professor é capaz de avaliar o seu próprio trabalho, percebendo as implicações da prática pedagógica, a partir da utilização das tecnologias, na aprendizagem dos alunos.
Antonio (2009) aponta algumas estratégias para implantação de projetos da gestão escolar no uso de novas tecnologias:

A gestão escolar pode implementar um projeto de uso das novas tecnologias a partir do levantamento dos usos atuais dessas tecnologias e de um plano de ação, ou plano de metas, que tenha como objetivos, pelo menos:
A inclusão digital de alunos e professores da escola
A informatização dos dados dos alunos e dos professores e a correspondente geração de relatório administrativo e pedagógico.
O uso da Internet e de seus recursos Web 2.0 e a implementação de meios de comunicação eficazes com alunos, professores e com a comunidade.
Ações que permitem implementar esse plano de ação incluem:
Abertura da Sala de Informática da escola ao uso dos alunos e professores
Estabelecimento de parcerias estratégicas com a comunidade
Disponibilização de recursos tecnológicos aos professores e aos alunos
Inserção das TICs nos projetos pedagógicos da escola

Finalmente compreendemos que o gestor escolar diante de diversas transformações pode contribuir para o sucesso na inclusão digital de profissionais e estudantes nesse contexto de revolução tecnológica. Para tanto são necessárias ações que partem da reflexão sobre o atual contexto e da importância destas tecnologias, perpassam a formação dos profissionais que atuam na escola, percorrem a organização dos espaços físicos e permitem a inserção de estudantes no processo de inclusão digital.

Referências Bibliográficas

SANTAELLA, L. Desafios da ubiquidade para a educação. Disponível em: Acesso em: 02 fevereiro de 2015.

ALMEIDA, M.; e RUBIM, L. O papel do gestor escolar na incorporação das TIC na escola: experiências em construção e redes colaborativas de aprendizagem. São Paulo: PUC-SP, 2004.

ANTONIO, José Carlos. Gestão escolar e novas tecnologias, Professor Digital, SBO, 16 fev. 2009. Disponível em <https://professordigital.wordpress.com/2009/02/16/gestao-escolar-e-novas-tecnologias/>. Acesso em: 15 de fevereiro de 2015.

GROSSECK, G. ; MARINHO, Simão Pedro P. ; TÁRCIA, Lorena P. T. . Educação a distância baseada na Web 2.0: a emergência de uma Pedagogia 2.0. Educação & Linguagem, v. 12, p. 111-123, 2009.

RIOS, Mirivan Carneiro . O GESTOR ESCOLAR E AS NOVAS TECNOLOGIAS. Educação em Foco (Amparo), v. 1, p. 1, 2011.





[1] MONTANARO, Paulo Roberto. Publicado no texto: A internet e a inclusão digital – Oficinas Tecnológicas – Material Didático.
[2] Publicado no texto: A internet e a inclusão digital – Oficinas Tecnológicas – Material Didático.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

SUGESTÃO: QUEM EMBALA A ESCOLA?



Quem Embala a Escola é o nome de um texto escrito por Lourdes Marcelino Machado. É a partir deste texto que o programa discute a questão: quem é o principal responsável em embalar a escola, no sentido de fazê-la funcionar, como deve ser, com o objetivo de formar cidadãos críticos? O programa ouviu a autora do texto, Lourdes Marcelino Machado, da Unesp, Pedro Ganzeli, da Unicamp e Vitor Paro, da USP.

SEJAM BEM VINDOS!

É com enorme satisfação que inicio este blog

 Diário de Diretor de Escola!

Pra começo de papo, é bom falar quem eu sou!
Sou Edimar Aparecido e atuo como Diretor de Escola no município de Presidente Prudente, região oeste do estado de São Paulo.
Cursei magistério no Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (CEFAM) de Presidente Venceslau, concluindo o curso no ano de 2005. Depois cursei Pedagogia, no período de 2007 à 2010, na Universidade Estadual Paulista (UNESP) campus de Presidente Prudente. Daí ingressei no Mestrado, na linha de Políticas Educacionais, Organização Escolar e Formação de Professores do Programa de Pós-graduação em Educação da mesma universidade, defendendo em 2013.
Atuei como professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental durante seis anos nas Redes Municipais de Presidente Prudente, Martinópolis e Santo Anastácio, concomitantemente no período em que cursava faculdade e depois mestrado... (Pensem no cansaço!) Porém tudo foi gratificante!
No ano de 2013, após dedicar-me bastante, fui aprovado no concurso público de Diretor de Escola. Nesse ano desempenhei meu cargo na Escola Municipal "Profª Odette Duarte da Costa" localizada no Bairro Morada do Sol. Nessa escola atendíamos a Educação Infantil (Berçário à Pré Escola), Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o turno complementar, através do Programa Cidadescola (um programa do governo municipal financiado também pelo Programa do Governo Federal "Mais Educação".
Nessa primeira escola que atuei, haviam muitos desafios. A escola apresentava o menor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da Rede Municipal. Por sua localização geográfica, havia muita rotatividade de profissionais. Mas, foi um ano muito gratificante e rico em aprendizagens. 
Ao sair o concurso de remoção, no final de  2013, principalmente pelos motivos de deslocamento, solicitei meu remanejamento de unidade escolar. Fui então, removido para a Escola Municipal "Coronel José Soares Marcondes". É uma escola de tradição em Presidente Prudente, localizada no Bairro do Bosque que foi municipalizada no ano de 2008 e foi dirigida até então por uma diretora que mantinha o convênio Estado-Município. 
A escola "José Soares Marcondes", conhecida popularmente como "Bosque" foi fundada em 1945. Atualmente atende do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e o Programa Cidadescola. É uma das maiores escolas municipais. Neste ano temos 712 alunos matriculados. E, em contrapartida a outra escola em que atuei em 2013, o Bosque apresenta o melhor IDEB do município. E assim, surgem todos os sentimento possíveis!!!

Diante das minhas inseguranças e preocupações por ser um diretor iniciante este Blog tem como objetivo compartilhar minha experiências, dúvidas e angústias! Sei que tem muitos diretores de escola comprometidos por ai, que podem contribuir na construção de uma escola pública de qualidade!

Vamos então, arregaçar as mangas e lutar para isso!
Faço das palavras do poeta Gonzaguinha as minhas:


Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão
 Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o leão
 Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada
 Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada!
(Música: E vamos à luta - Gonzaguinha)